quarta-feira, 27 de abril de 2011

Jacaré arrancou sua perna

Deise Nishimura O jornal Folha de S.Paulo publicou  na sua seção de Ciência uma matéria da jornalista Giuliana Miranda, enviada a Manaus, relatando o emocionante depoimento da bióloga Deise Nishimura. Ela é pesquisadora do INPA – Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia e vinha pesquisando os botos cor-de-rosa quando foi atacada por um gigantesco jacaré-açu, que chega a atingir seis metros, quando limpava um peixe na sua casa flutuante, na beira do rio, tendo a sua perna arrancada ao ser arrastada para o fundo do mesmo rio

Isto aconteceu no final do ano passado na reserva de Mamiarauá na região de Tefé, no Amazonas, tendo sido noticiado pela imprensa. Agora, depois de ter a sua perna amputada e recuperada, ela, que fez um depoimento do acontecido em Manaus, revelou a intenção de voltar às suas pesquisas. O jacaré a levou ao fundo do rio que tinha cerca de três metros. Ela se salvou, pois adquiriu a intuição que estes animais podem ser sensíveis no nariz e ela apertou com força duas aberturas na cabeça, que ela não sabe se seria o nariz ou os olhos. Depois dela se livrar do jacaré, conseguiu com dificuldade retornar ao deque que ancorava os barcos, tendo gritado por socorro, mas não tinha como ser atendida. Notou que a água estava vermelha e arrastou-se até a casa, onde usou o rádio, acabando por ser socorrida por dois guias. Foi levada a um hospital de barco, quando começou sentir muita dor, que não sentiu nos primeiros momentos por causa da adrenalina. Ela informa que está se adaptando às suas limitações, mas mantém o bom humor. Foi ovacionada numa palestra do TEDx Amazônia (uma conferência sem fins lucrativos) que reuniu mais de 400 pessoas, e 50 palestrantes, segundo a jornalista. Deise Nishimura voltOU para o local onde sofreu o ataque. 
O jacaré que a atacou era conhecido da região e chegou a ser fotografado pela bióloga. Acabou sendo morto para recuperar a parte da perna perdida, mas os médicos decidiram que não havia sentido na tentativa do implante, diante do tempo decorrido. Ela declarou: “Os meses que eu passei na Amazônia foram os melhores da minha vida. Eu estou muito feliz. Quero muito voltar a viver na natureza”. Ela não descarta estudar o jacaré, que considera um animal interessante.

 Abaixo foto usando prótese C-LEG OTTO BOCK